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Sindicato da Alimentação de Catanduva e Região | Negociação salarial: Sindicatos podem paralisar usinas por aumento real
Negociação salarial: Sindicatos podem paralisar usinas por aumento real

Negociação salarial: Sindicatos podem paralisar usinas por aumento real

A Campanha Salarial do 1º Semestre segue a todo vapor. Porém, os avanços na mesa de negociação estão cada vez mais difíceis. Os patrões têm tentado, a todo custo, aplicar apenas a correção da inflação aos trabalhadores – o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador base, acumula 4,11% nos últimos 12 meses fechado em maio.

Quando se fala em convenção coletiva de trabalho (CCT), em nível estadual, apenas um acordo foi fechado: Ração Animal. Os demais segmentos: Bebidas, Carnes, Doces, Frio, Suco e Usinas de Açúcar seguem sem avanços.

No setor de Usinas de Açúcar, a situação é ainda mais complicada. A CCT 2025/2026 aguarda decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Já a deste ano, a pauta foi montada e entregue para a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Única). Ficou acertado que três Federações – FTIA Interior, Fitiasp e Fetiasp - iriam se unir para negociação.

“Na ‘Hora H’, o patronal sentou apenas com a Fetiasp. Não ficamos parados e ingressamos com uma Reclamação Pré-Processual e uma audiência de mediação e conciliação está marcada no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª região, em Campinas, no dia 10 de junho, às 16 horas”, explica o presidente do Sindicato da Alimentação de Catanduva (Sinal), Marcelo dos Santos Araújo.

Paralelamente a isso, uma reunião com representantes de diversas entidades sindicais de trabalhadores aconteceu no último dia 02 de junho, na sede do Sinal. A pauta principal foram as negociações coletivas do setor sucroenergético no Estado de São Paulo, especificamente da região. 

Participaram as seguintes entidades: Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Catanduva e Região, Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de São José do Rio Preto, Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicos de São José do Rio Preto, Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário de São José do Rio Preto, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Novo Horizonte, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de José Bonifácio, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Potirendaba. Apoiam as deliberações: Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Catanduva, Sindicato dos Trabalhadores em Transportes de Araraquara, Sindicato dos Trabalhadores em Transportes de Jaboticabal.

Segundo Araújo, durante a reunião, foi amplamente debatida a situação das negociações coletivas em andamento no Estado de São Paulo, especialmente diante da postura adotada pela Única, que vem apresentando proposta de reajuste salarial de 4,11%, reajuste de 7,94% no piso salarial e reajuste de 20% no ticket alimentação, elevando o benefício para o valor de R$ 250,00.

Após debates e manifestações dos representantes presentes, foi deliberado de forma unânime que a proposta defendida pelas entidades sindicais para as usinas da região será a seguinte:

  • Reajuste salarial de 5%;
  • Reajuste do piso salarial com ganho de 8,22%;
  • Reajuste no ticket alimentação no percentual mínimo de 10,51%.

“Decidimos ainda que esta pauta será encaminhada oficialmente às usinas da região, através de ofício conjunto das entidades sindicais participantes e apoiadoras, concedendo prazo até o dia 12 de junho de 2026 para manifestação das empresas”, cita o dirigente sindical.

O encontro foi finalizado com uma decisão unânime e categórica: caso não haja avanço nas negociações ou manifestação satisfatória dentro do prazo estabelecido, poderão ser tomadas medidas coletivas mais rígidas, inclusive mobilizações e paralisações nas unidades industriais da região.

“Seguiremos firmes. Não vamos fechar acordo ruim só para dizer que a negociação acabou”, finaliza.

 

 

Fonte: Assessoria de Comunicação - Gama Consultoria e Marketing