Presidente do Sinal fala sobre as principais bandeiras de luta de 2026
Este ano promete ser bastante agitado: além da copa do mundo, serão vários feriados nacionais, além dos estaduais e municipais, e as eleições para presidente, governador, senador e deputados federal e estadual.
Mas nada disso deve atrapalhar o trabalho do Sindicato da Alimentação de Catanduva e região (Sinal), que retoma as atividades nesta semana e já está preparado para as lutas que deve enfrentar ao longo do ano.
“O ano de 2026 deve ser bastante desafiador. Teremos uma agenda nacional robusta, além da copa do mundo e dos feriados. Mas isso não pode fazer o Brasil parar e vamos trabalhar para que as campanhas salariais e as negociações de um modo geral tenham êxito”, analisa o presidente do Sindicato, Marcelo dos Santos Araújo.
Segundo ele, a inflação começa o ano baixa. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), valor que baseia as negociações, acumulado nos últimos 12 meses, é de 3,90%. Se continuar assim, a pressão terá que ser maior para que os reajustes sejam melhores.
“Analisando friamente, deveria ser o contrário. Porém, quanto mais baixa a inflação, menores são os aumentos reais. Por isso, se a inflação permanecer nesse patamar, a briga deve ser ‘feia’ na mesa de negociação”, explica o sindicalista.
As principais bandeiras de luta deste ano serão: salário justo, qualidade de trabalho e vida, saúde e redução da jornada, com o fim da escala 6x1.
“Sabemos que o projeto para a redução da jornada de trabalho ainda precisa ser votado por deputados federais e senadores. Mas o Sindicato já tem prerrogativa para negociar com as empresas; podemos nos adiantar. A ideia é implantar essa diminuição de forma escalonada, aos poucos, para que os empresários possam se ajustar”, afirma Araújo.
Outra luta que deve ser travada é fechar convenções e acordos com segmentos e empresas que não finalizaram a negociação em 2025, como é o caso de Usinas de Açúcar e Água Mineral.
E já pensando em 2026, em breve, o Sindicato da Alimentação de Catanduva deve publicar os editais para convocação das assembleias de montagem de pauta.
“A pauta nasce do debate com os trabalhadores. Durante as assembleias, conversamos, organizamos as demandas e montamos a pauta, que será apresentada na mesa de negociação”, detalha o dirigente sindical.
E ele reforça: “assembleia é onde a categoria fala mais alto. É ali que a pauta vira decisão coletiva, com legitimidade e força. A assembleia aprova a pauta e autoriza a negociação, fortalece o sindicato na mesa e serve para mobilização e comunicação direta”.