Trabalhadores se unem, aprovam greve e Citrosuco pode parar
Nesta quarta-feira, 02 de julho, vence o prazo para que o sindicato patronal do setor de Suco (Sicongel) apresente proposta para continuidade das negociações para fechamento da convenção coletiva do segmento.
Assim, se nada mudar, a partir de quinta-feira, 03 de julho, as quatro unidades da Citrosuco - Catanduva, Matão, Araras e Santos - podem ter suas atividades paralisadas pelos trabalhadores, que aprovaram o estado de greve e a greve em assembleia, na segunda-feira, 30 de junho.
Até o momento, a proposta patronal é de:
- 5,82% de aumento;
- piso salarial de R$ 2.035,55;
- ticket alimentação de R$ 248,40;
- espaço reservado para mães lactantes fazerem a retirada e armazenamento do leite para os bebês.
Apresentadas, essas condições foram reprovadas pelos trabalhadores, que querem mais e não só as correções das perdas com a inflação. De acordo com o presidente do Sindicato da Alimentação de Catanduva, Marcelo dos Santos Araújo, a proposta aprovada pelos trabalhadores é:
- reajuste de 7,0%;
- piso salarial de R$ 2.200,00 - o que dá um aumento de 13,77%;
- um aumento de 12,5% no ticket alimentação - a unidade de Catanduva, por exemplo, tem um valor diferente;
- fim da jornada 6x1;
- redução da jornada para 40 horas semanais;
- concessão dos benefícios aos terceiros.
Durante a assembleia, o sindicalista também falou com os trabalhadores sobre assédio moral e sexual, explicou as diferenças, as consequências e que a melhor forma e denunciar ao Sindicato.
"Temos ouvido muitos relatos de trabalhadores vítimas de assédio, mas denunciar para a empresa não tem resolvido. Por isso, orientamos: procure o Sindicato", finaliza.



